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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Os erros mais cometidos na academia, é isso que não te dá resultados

Ganho de massa muscular, emagrecimento, saúde. As pessoas praticam atividade física com objetivos diversos. Para alcançar a meta, não basta apenas se exercitar, é preciso se exercitar do jeito certo. 

Exagerar na carga, pular o aquecimento e seguir sempre a mesma série são alguns erros que atrapalham o progresso na academia. 


Fazer qualquer exercício de maneira incorreta pode causar lesões articulares e musculares, fadiga excessiva, câimbras, falta de ar e diminuição do desempenho e dos resultados nos treinamentos. 

Conheça alguns erros comuns cometidos por frequentadores de academias.

Fazer apenas trabalho de força ou apenas exercício aeróbicos 
Ambas as modalidades são complementares. No caso das pessoas que fazem musculação, atividades aeróbias, como a corrida, aumentam a capacidade do sistema de oxigenação, pouco trabalhado no levantamento de peso. Já quem se dedica apenas ao exercício cardiovascular precisa da musculação para prevenir lesões, com pouca massa magra, o trabalho das articulações fica limitado e fragilizado. 

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Uma das formas de combinar as duas modalidades é o treinamento em circuito, que consiste em fazer exercícios de musculação sem pausas entre eles. Esse treinamento eleva a frequência cardíaca e queima mais calorias do que a musculação convencional.

Não respeitar o intervalo entre as séries 
O descanso entre séries é essencial para o músculo se recuperar para a próxima rodada de repetições. É nesse intervalo em que há a liberação de hormônios importantes para o crescimento muscular, o aumento da força e a queima de gordura.

Exagerar na carga 
Esse é um erro comum entre os adeptos da hipertrofia, modalidade de musculação focada no ganho de massa muscular. A cada contração, as fibras musculares sofrem micro lesões, que, ao se regenerarem, tornam o músculo mais resistente e volumoso, o desejo de todo atleta. 

O problema é que o peso exagerado pode fazer o músculo se distender demais e, no processo de regeneração, criar fibroses, machucados que causam perda de elasticidade. Além disso, ao exagerar no peso, a pessoa transfere o esforço do exercício para outras articulações e, principalmente, para as costas, o que pode lesionar seriamente a coluna.

Seguir treinos muito longos para emagrecer 
Caminhar na esteira por uma hora? Se o desejo é emagrecer, essa não é a melhor estratégia. Treinos longos de baixa intensidade, além de ser um convite à monotonia, queimam menos calorias do que os curtos (até 30 minutos de duração) e intensos, que mantêm os batimentos cardíacos acima de 80% da frequência cardíaca máxima. Em exercícios de alta intensidade, o metabolismo permanece acelerado por até uma hora após o treino. 

O campeão de queima calórica é o treino intervalado, que consiste em alternar entre intensidades muito altas (até 90% da frequência cardíaca máxima) e baixas a médias (até 70%). Manter a mesma intensidade por 30 minutos, mesmo que alta, gasta 50% menos energia do que intercalá-las.

Seguir sempre a mesma planilha de exercícios 
Os músculos precisam de estímulos variados para se desenvolver. Passar mais de três meses repetindo a mesma série de musculação faz com que os músculos se adaptem ao exercício e parem de crescer. Pequenas variações já trazem resultados. Mudar a forma de pegar o peso ou a posição do banco já oferece um novo estímulo ao organismo.

Pular o aquecimento
O aquecimento é uma das etapas mais importantes do treino, principalmente para quem treina com cargas altas e ritmo forte. Caminhar ou correr por 15 minutos na esteira prepara os músculos para o estímulo da musculação. Caso os músculos não estejam prontos e sejam recrutados de maneira intensa, podem sofrer lesões e distensões musculares. 

Não ter uma rotina de treino
Treinar uma semana sim, duas não; sumir da academia por um mês; não se exercitar por quatro dias seguidos. Esses são alguns exemplos de falta de rotina no treinamento. Caso a pessoa não mantenha a regularidade no treinamento, ela não colherá benefícios cardiovasculares e musculares. O corpo precisa ser exercitado regularmente para sair da fase de acomodação e fazer as mudanças necessárias para se adaptar ao estímulo do exercício.

Exercitar apenas alguns grupos musculares
O corpo é formado por músculos antagonistas e agonistas, que se sustentam e trabalham simultaneamente, um exemplo é o abdômen e a lombar. Para que os treinos tenham bom aproveitamento, é preciso que esses grupos musculares estejam em equilíbrio. Caso a pessoa exercite o anterior de coxa e deixe de trabalhar o posterior, por exemplo, o joelho ficará fragilizado e mais suscetível a lesões. Exercitar o corpo como um todo também é importante para a realização correta dos exercícios, principalmente aqueles que não isolam o músculo, feitos com pesos livres

Não se alongar depois do treino 
“Conhecendo as lesões de longo prazo provocadas pela falta de alongamento depois do exercício, ninguém pode hesitar nem por um segundo em se alongar. É recomendado fazer alongamento mantendo por 20 segundos a posição de tensão, sem trancos. 

Atividades como ioga e pilates integram o trabalho de flexibilidade às rotinas e podem ser interessantes como complemento do treinamento cardiovascular e de força", indica Ángel Merchán. “Os alongamentos ajudam a aliviar a tensão muscular, melhoram a mobilidade a longo prazo e permitem à musculatura se regenerar mais rapidamente. Isso aumenta em cerca de 19% os benefícios do treinamento”, afirma Beatriz.

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