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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Confira como identificar e tratar a ansiedade, sintomas que merecem atenção

A ansiedade é um estado psicológico e fisiológico que se caracteriza pela soma de componentes emocionais, cognitivos e comportamentais. A ansiedade é considerada uma reacção normal ao stress, que pode ajudar a ultrapassar uma situação difícil na vida. 

Tanto na presença como em ausência de estresse psicológico, a ansiedade pode criar sentimentos de medo, preocupação, entre outros. Quando a ansiedade se torna excessiva, pode ser classificada como transtorno de ansiedade.
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Os sintomas, as causas e os sinais da ansiedade
Existem diversos sintomas de ansiedade. Como cada pessoa tem uma química única, o número, tipo, intensidade e frequência dos sintomas de ansiedade irão variar de pessoa para pessoa.

Por exemplo, uma pessoa pode ter apenas um ligeiro sintoma de ansiedade, enquanto outra poderá ter sintomas de grave intensidade. Todas as combinações são possíveis.


Os sintomas mais comuns de ansiedade incluem:
Aumento de alergias
Aumento em número, sensibilidade, reação. Poderá notar que as suas alergias pioraram, que é alérgico a mais substâncias, que as reações alérgicas são mais frequentes, ou que demoram mais a passar.

Dores de costas, rigidez, tensão, pressão, inflamações, espasmos, imobilidade nos músculos das costas. Um ou mais músculos podem ser afetados. Este sintoma pode durar pouco tempo ou durar indefinidamente. Estes sintomas são comuns aos sintomas de stress.

Palidez, falta de cor, enrubescimento
Poderá parecer doente ou ter a cara, pescoço e braços avermelhados, sentir calor e tremores.

Tremores
Poderá sentir tremores, tonturas, arrepios. Este sintoma pode afectar todo o corpo ou só uma parte do corpo e acontecer apenas uma vez, ou repetidamente.

Mudança de temperatura de corpo – Descida ou subida abrupta.

A sua temperatura corporal poderá variar abaixo ou acima dos normais 37o

Sensação de ardor
Poderá ter uma sensação de ardor como se tivesse uma queimadura solar. Esta sensação pode permanecer numa área do corpo, ou no corpo todo. Pode ser intermitente ou persistente. Esta sensação é normalmente provocada por situações de grande stress ou pensamentos aterrorizantes.

Dores no peito
Dor, pressão, pontadas, dormência. Estes sintomas podem localizar-se num determinado local ou espalhar-se por todo o peito. Podem ser esporádicos ou persistentes e são usualmente confundidos com sinais de ataque de coraçã

Fadiga crónica
Poderá sentir-se extremamente exausto, sem energia. Poderá sentir-se cansado durante muito tempo ou após pequenas tarefas que habitualmente não o cansariam. Sente que poderia dormir o dia inteiro e mesmo assim acordar cansado.

Necessidade de açúcar, doces, ou chocolate.
Sente uma grande necessidade de consumir açúcar, doces ou chocolate, persistentemente.

Dificuldade em falar e andar
Poderá experimentar dificuldade em andar, em falar, pronunciar palavras, sílabas, ou vogais, em mexer a boca, lábios ou língua. Em algumas pessoas estes sintomas são esporádicos, noutras pessoas são persistentes.

Excesso de energia
Poderá sentir-se demasiado enérgico, como se tivesse que correr ou fazer qualquer coisa para gastar a sua energia. Por vezes poderá não conseguir dormir, pois a sua cabeça parece estar a mil quilómetros à hora. Quantas mais tarefas e interesses tiver, mais quererá ter.

Sensação de que está a cair
Poderá experimentar breves episódios em que parecerá que está a cair, mesmo estando em chão firme. A sensação é quase como se estivesse prestes a desmaiar

Poderá sentir-se usualmente frio, sem conseguir aquecer, faça o que fizer. Esta sensação poderá ir e vir, ou ser acompanhada de episódios de constipação.

Poderá sentir que o seu coração está acelerado ou demasiado lento, provocando dores no peito e tosse. Este sintoma poderá ser acompanhado de falta de ar.

Contracção muscular
Um certo músculo, ou conjunto de músculos, poderá contrair-se involuntariamente.

Dormência e formigueiro, perda de sensibilidade
Poderá sentir uma parte do seu corpo dormente, insensível ao toque, como se estivesse congelada ou anestesiada. Isto pode acontecer em todo o corpo, mas as partes afectadas mais comuns são as mãos, os pés, os braços e as pernas. A dormência pode ser provocada por inúmeros factores, como permanecer muito tempo numa determinada posição, magoar ou pressionar um nervo, pressionar os nervos cervicais, falta de sangue numa área, stress, ansiedade, pânico, medo. Uma vez que existem várias condições médicas que podem provocar dormência, será aconselhável consultar um profissional da saúde

Tensão e Dores Musculares Persistente
Poderá sentir que os seus músculos estão sempre contraídos e doridos. • Fortes dores de cabeça Poderá sentir dores na cabeça, nuca e pescoço. Poderá sentir apenas pressão ou até mesmo dor.

Poderá sentir uma necessidade frequente e persistente de urinar, mesmo que tenha acabado de o fazer.

Dificuldade em respirar
Poderá sentir que a sua respiração é forçada e dolorosa. Aperceber-se à da sua forma de respirar e isto fará com que tenha dificuldade em o fazer.

Poderá sentir súbitas tonturas, acompanhadas da sensação de que ira desmaiar.

Redução da capacidade auditiva
Este sintoma pode assumir várias formas e varia de pessoa para pessoa. Pode traduzir-se em perda de audição, dificuldade em ouvir certos sons ou frequências, grande pressão nos ouvidos, assobio persistente no ouvido. Este sintoma pode afectar apenas um ouvido ou os dois.

Despersonalização
Poderá sentir-se surreal, resultante de um sonho, absorto da realidade. Poderá sentir que não faz parte do mundo, apenas o observa, e poderá questionar a sua sanidade mental

Pensamentos, melodias, conceitos persistentes

Poderá sentir que determinados pensamentos, melodias e/ou conceitos não lhe saem da cabeça. Não importa o que faz, não consegue deixar de pensar neles.

Vazio emocional
Poderá sentir que não tem emoções, sejam positivas ou negativas. Racionalmente, sabe que se deveria preocupar, mas emocionalmente não sente nada

Sabores e cheiros anormais
Poderá sentir, esporádica ou persistentemente, cheiros e sabores que não estão relacionados com o ambiente em que está ou com algo que ingeriu. Não têm explicação racional.

Engasgue
Poderá sentir frequentemente que têm algo preso na garganta, que está a engasgar e que não consegue engolir.

Falta de apetite ou de paladar
Poderá sentir falta de apetite, ou que a comida não tem sabor.

Náuseas
É frequente a sensação de dores de estômago, acompanhadas de vontade de vomitar. Existem vários factores que podem causar náuseas, como dor intensa, gravidez, exposição a tóxicos, intoxicação alimentar, traumatismo craniano, apendicite, etc. Como tal, deverá consultar um médico para se certificar se é causada por ansiedade e pânico ou por outra condição médica.

Ilusões óptica
Poderá experimentar ilusões de óptica, movimentos ou estrelas ao canto do olho que não existem.

Medo de morrer
Sente que a sua doença está em fase terminal e que ninguém se apercebe. Acredita que as dores que sente no peito são sinais de ataques cardíacos ou que as dores de cabeça são sinal de um tumor ou aneurisma. Sente um intenso medo de morrer, pensa na morte mais do que é normal.

Medo de perder o controle
Numa multidão ou num grupo, sente que irá fazer algo embaraçante como desmaiar, vomitar, engasgar-se, gaguejar, etc. sente não conseguir controlar o seu corpo ou aquilo que diz. Apesar de realmente não perder o controlo, o seu medo persiste e leva a ataques de pânico.

Medo de um perigo iminente
Sente que algo extremamente mau irá acontecer, mas não está certo do que se trata. Poderá também pensar que o seu mundo irá acabar. Este medo do «e se» pode ser intermitente ou frequente.

Medo de ficar louco
De repente, assalta-o um enorme medo de perder a sanidade. Poderá acreditar que não se consegue lembrar de coisas tão facilmente como antes. Por vezes, isto é acompanhado de um intenso medo de ter um esgotamento nervoso. Também poderá ter períodos de pensamentos «malucos» que o assustam, pensamentos estes que são incontroláveis e intermitentes.ssificada como transtorno de ansiedade.

Ataques de pânico
A desordem de pânico, é diagnosticada em pessoas que experienciam ataques espontâneos de ansiedade e que estão sempre preocupadas com a possibilidade de ter outro ataque.

Os ataques de pânico são imprevisíveis, acontecendo por vezes durante o sono.

Um ataque de pânico é definido como o sentimento abrupto de um medo intenso que alcança o seu auge em poucos minutos e que inclui pelo menos quatro dos seguintes sintomas: 

Sentimento de perigo iminente;
Necessidade de fugir;
Palpitações;
Suores;
Tremores;
Dificuldade em respirar;
Sensação de engasgue;
Dor ou desconforto no peito;
Náuseas ou desconforto abdominal;
Tonturas;
Sensação de que as coisas não são reais;
Despersonalização;
Medo de perder o controlo ou de «ficar maluco»;
Medo de morrer

Devido à semelhança destes sintomas com os sintomas relativos a doenças do coração, problemas de tiróide e de respiração, etc., muitas das pessoas com desordem de pânico dirigem-se às urgências dos hospitais, convencidas de que se trata de uma destas doenças.

Existem muitas pessoas que têm ataques de pânico e que não sabem que se trata de uma doença real e com cura.

A desordem de pânico desenvolve-se no princípio da idade adulta e é três vezes mais comum em mulheres do que em homens.

Esta desordem ocorre frequentemente em conjunto com outras desordens mentais e físicas, incluindo desordens de ansiedade, depressão, sindroma de irritabilidade, ou abuso de substâncias. Isto pode dificultar um diagnóstico correcto.

Agorafobia
Algumas pessoas deixam de se colocar em situações ou ir a sítios onde tiveram ataques de pânico. Estas pessoas têm agorafobia, e evitam sítios públicos dos quais considerem ser difícil fugir, como centros comerciais, transportes públicos, ou estádios. O seu mundo pode tornar-se mais pequeno, pois estão sempre em guarda, esperando pelo próximo ataque de ansiedade. Algumas pessoas fixam até uma rota, e torna-se impossível para elas desviarem-se do caminho traçado sem terem graves ataques de pânico. Certa de uma em três pessoas com desordem de pânico desenvolve agorafobia.
Ataques de ansiedade é o mesmo que ataques de pânico?

O Instituto Nacional de Saúde Mental categoriza os ataques de ansiedade como desordens de pânico. Os ataques de ansiedade são frequentemente referidos como desordem de ataque de pânico ou desordem de ataque de ansiedade. A desordem de ataque de ansiedade inclui-se na extensa categoria da desordem de ansiedade. Estima-se que 19% da população adulta americana (dos 18 aos 54) têm problemas relacionados com a desordem de ansiedade. Todas as pessoas experimentam um breve episódio de intensa ansiedade de tempos a tempos, e muitas pessoas já experimentaram um ou dois ataques de ansiedade durante a vida, mas só se pode falar de desordem de ataque de ansiedade quando estes ataques se tornam persistentes, interferindo com a rotina diária. A desordem de ataque de ansiedade pode ser muito debilitante.

Normalmente começa com um ataque inexplicável. Conforme vão ocorrendo outros ataques, aumenta o medo de ter ataques de ansiedade e, consequentemente, aumentam os sintomas. Este aumento do medo é muitas vezes o catalisador dos ataques, apanhando o indivíduo num ciclo vicioso, quanto mais medo, mais pânico, e assim por diante. Um ataque de ansiedade pode ser descrito como um ataque repentino de medo, terror, que aparece sem aviso e sem razão aparente.

Este forte sentimento pode ser acompanhado de inúmeros outros sintomas, como palpitações, suores, náuseas, dores no peito, mãos e pés dormentes, pensamentos irracionais. Um ataque de ansiedade pode durar até cerca de 30 minutos. É também comum que seja seguido de outros pequenos ataques, que fazem com que os ataques de ansiedade durem muito mais.

Mesmo quando o eventual ataque termina, os sintomas podem permanecer durante horas, ou até dias, dependendo da gravidade do ataque. A faixa etária mais propensa a ataques de ansiedade é a dos 17 aos 25 anos, embora estes possam ocorrer em todas as idades. As mulheres estão mais propensas à desordem de ataque de ansiedade, contudo, as estatísticas podem não ser precisas, pois os homens são mais relutantes em procurar ajuda profissional.

Ao desordem de ataque de ansiedade é usualmente mal compreendida. Várias fontes afirmam que esta doença é causada genética ou biologicamente, contudo, os investigadores ainda não encontraram qualquer prova científica que apoie esta teoria. Com base nas experiências profissionais com ansiedade e desordens de ansiedade, sabe-se que os fatores que as causam não são genéticos nem biológicos, mas sim comportamentais.

De fato, as desordens de ansiedade têm uma componente biológica, mas é o resultado dos nossos comportamentos e não a sua causa. A desordem de ataque de ansiedade é totalmente curável, com a correcta informação, ajuda e suporte. Sendo mais fácil de curar quando diagnosticada cedo, é possível ser curada em qualquer das suas fases.

O tratamento mais eficaz consiste na combinação de alguma informação para auto-ajuda e terapia. A terapia irá assegurar que os fatores causadores dos ataques irão ser eliminados. não há razão para esconder a doença e sofrer. O pior que pode fazer é não procurar ajuda! A desordem de ataque de ansiedade, como tantas outras desordens, não desaparece por si só. Quanto mais tempo levar até agir, mais grave se tornará.

Ansiedade » Tratamento para ataques de pânico
Estas condições são passíveis de ser tratadas com terapia comportamental cognitiva, medicação, e uma combinação das duas. A terapia comportamental cognitiva é geralmente vista como a forma mais eficaz de tratamento para ataques de pânico, desordem de pânico e agorafobia.

Esta terapia foca-se nos padrões de pensamento e comportamento que mantêm ou provocam os ataques de pânico. Isto ajuda-o a ver os seus medos de uma forma mais realista.

Por exemplo, se tiver um ataque de pânico enquanto está a conduzir, o que pode acontecer de pior?

Se encostar à berma da estrada, não irá colidir com outro carro nem sofrer um ataque cardíaco. Assim que compreender que os seus medos são pouco lógicos, a experiência do pânico torna-se menos assustadora.

Na terapia de exposição, será exposto a sentimentos de pânico num ambiente seguro, tendo a oportunidade de aprender a monitorizar os sintomas, diminuindo o seu medo das sensações provocadas por um ataque de pânico e dando-lhe o sentimento de controlo.

Ataques-Panico

Medicamentos para ataques de pânico incluem:
Antidepressivos (demoram algumas semanas a fazer efeito, por isso têm de ser tomados continuamente, e não apenas quando ocorrerem ataques de pânico).

Benzodiapezinas (têm um efeito rápido, normalmente entre 30 minutos e 1 hora, aliviando os sintomas de um ataque de pânico.

Contudo, são extremamente viciantes e têm vários efeitos secundários, devendo ser utilizadas com precaução.

A escolha do terapeuta
As desordens de ansiedade podem ser tratadas por quase todos os profissionais de saúde mental, incluindo psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais clínicos e enfermeiras de psiquiatria. Encontrar o terapeuta certo pode ser complicado, pois as credenciais não são o único fator a tomar em consideração. É importante que se sinta confortável, portanto fale com o terapeuta, quer pessoalmente quer por telefone, e não se sinta envergonhado se se sentir desconfortável e quiser procurar outro especialista. Para que se sinta confortável com o seu terapeuta, recomenda-se que consulte mais do que um antes de tomar uma decisão. depressaoansiedade

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