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domingo, 3 de dezembro de 2017

Aprenda a regular o desejo por comida e perder peso

Não existe mais qualquer sombra de dúvidas, do ponto de vista científico, de que a epidemia de sobrepeso e obesidade está diretamente conectada ao consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados.

Os alimentos processados, em especial, têm a maior parcela de responsabilidade nesse consumo excessivo porque aliam grandes quantidades de acúcar, sal e gordura hidrogenada e inúmeros aditivos artificiais que potencializam a compulsão por esses alimentos.

Por que sentimos sono depois de comer muito? É fácil entender. Uma refeição farta leva o sangue ao abdômen, para irrigar a “máquina” gastrointestinal em intenso funcionamento. Assim, as demais regiões do corpo ficam prejudicadas. Por isso temos a sensação de cansaço e sono.


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O que muitos ainda não percebem é o quanto estão presos nessa teia que é o vício em alimentos ricos em carboidratos, como pães, bolos, biscoitos, chocolate ao leite, massas, bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos e chás) além das sobremesas em geral.

É como explica o Dr. Carlos Souto:
“O problema não está exatamente nos carboidratos, mas na dependência que estabelecemos deles. Ao ativar áreas do cérebro ligadas ao prazer, eles derrubam nossas defesas contra a comilança desenfreada e nos deixam gordos e mal nutridos. Quanto mais comemos alimentos ricos em carboidratos, mais queremos comer – o processo é semelhante ao das drogas viciantes.

‘Brigadeiro e pão francês, por exemplo, ativam o centro de recompensa de maneira tão rápida e intensa que a mensagem de saciedade é simplesmente ignorada pelo cérebro’, continua Cunha, especialista em comportamentos impulsivos.

Resultado: você continua a se empanturrar.
E, assim como acontece com dependentes de drogas, o córtex pré-frontal (centro moral do cérebro) não consegue se sobrepor à ação da dopamina. Assim, o que prevalece é a memória da satisfação proporcionada pela guloseima, na região do hipocampo. E aí tudo o que você quer é, mais uma vez, cair de boca nos bombons e nos sonhos de padaria para ter bem-estar.“

À semelhança do que acontece com pessoas dependentes de cocaína, metanfetaminas, álcool ou heroína, verificam-se também, em pessoas com obesidade severa, reduções significativas de receptores de dopamina em determinadas zonas do cérebro, quando comparados com pessoas saudáveis.

E além dessas semelhanças neurobiológicas, há também paralelismos clínicos entre as dependências químicas e a obesidade.

É claro que afirmar que todos os casos de obesidade são consequência de vício e excessos não é de todo correto. Afinal, há casos específicos de desequilíbrios que contribuem para o quadro.

No entanto, em grande parte dos indivíduos obesos verificam-se comportamentos classicamente associados à dependência de substâncias, tais como a perda de controle sobre o consumo, dificuldade em diminuir a quantidade ou a frequência do uso da substância, e consumo continuado – apesar da percepção de consequências negativas, tais como problemas físicos ou emocionais.

Além disto, tanto os indivíduos dependentes como os indivíduos com obesidade são frequentemente mal sucedidos nas tentativas de parar ou reduzir o consumo, o que é frequentemente acompanhado de sentimentos de culpa e angústia.

Agora, o erro é achar que esses comportamentos só estão presentes na vida de quem já está visivelmente acima do peso. Esses mesmos sintomas se manifestam em pessoas com sobrepeso e mesmo os “falsos magros” que consomem carboidratos refinados em excesso.

Para falar apenas de açúcar… De acordo com a OMS, 10% das calorias diárias, ou seja, 50g provenientes do açúcar é o máximo recomendado para manter a saúde. E, reduzir essa porcentagem para 5% proporcionaria efeitos positivos adicionais, como prevenir e combater doenças.

Essa taxa equivale a 25 gramas de açúcar por dia (cerca de seis colheres de chá) – ou apenas 100 das 2.000 calorias diárias recomendadas para um adulto diariamente.

No entanto, de acordo com um estudo feito pela OMS, o brasileiro médio consome absurdos 75g diários de açúcar, ou 15% do total de calorias ingeridas. Isso na média. Há quem chegue a consumir até 150 gramas de açúcar diariamente.

Agora, você pode pensar…
Como isso é possível? Todo mundo sabe que açúcar faz mal… Eu mesmo evito ao máximo fazer ou comer sobremesa, não coloco Açúcar em nada, nem no café… De onde vem tanto açúcar assim?

Eu te digo: está vindo da sua TV. Mais precisamente daquilo que é vendido pra você como algo “gostoso”, “prático”, inofensivo e até mesmo, “saudável”. Aquilo que você escolhe na prateleira do supermercado e oferece aos seus filhos achando que está fazendo boas escolhas.

Está vindo mascarada em pelo menos 61 nomes diferentes, como por exemplo sacarose, dextrose, amido modificado, xarope de milho e a terrível frutose. Todos eles que significam a mesma coisa: Açúcar

Está entrando no seu armário e geladeira, porque você acredita tanto nas promessas de praticidade e slogans como “Natural”, “Diet” e “Light” da propaganda e no rótulo, que não se dá ao trabalho de ler e processar o que vem nas letras miúdas de ingredientes e na tabela nutricional…

Quer um exemplo?
Um mero café da manhã composto de 60g de cereal matinal + um copo pequeno de 200ml de leite já somam 30g de açúcar ingerido por você (ou seu filho). Ou seja, já na primeira refeição do dia, o indivíduo ultrapassa o limite diário de açúcar sugerido pela OMS para prevenir doenças.

Não por acaso, organizações internacionais, como OMS, OPAS e ONU há algum tempo vêm recomendando aos países para que adotem regras claras a respeito da regulação da publicidade de alimentos, especialmente para crianças.

A Solução? Comida de Verdade
A forma mais simplificada de contornar o problema do vício e sobrepeso é, sem dúvidas, eliminar ao máximo o consumo de alimentos processados. Passar longe das famosas caixinhas e latinhas e fazer a maior parte das compras no horti-fruti, açougue e peixaria.

E se, caso ainda decida consumir esse tipo de alimento, crie o hábito de ignorar o que vem na frente do rótulo e estudar as letras miúdas dos ingredientes e tabela nutricional.

Isso significa também abrir mão de alimentos corriqueiros que, mesmo que você não pense no assunto, também são processados e com alto teor em gordura hidrogenada, açúcar e carboidratos refinados: como bolos, biscoitos, massas e salgados, incluindo os caseiros.

O Melhor para Começar?
Agora, eu particularmente acredito que o jeito mais poderoso de dar um verdadeiro Start na transformação da sua saúde (e do seu corpo também, por consequência) é passar um período de alguns dias sem o consumo de absolutamente nenhum desses alimentos.

Isso traz 3 grandes benefícios:
A “abstinência” de carboidratos torna você verdadeiramente consciente sobre o quanto esses alimentos influenciam seu comportamento

Você corta essa dependência e diminui a necessidade e impotência diante desses alimentos

Você alcança o máximo de benefícios em seu bem estar (e em medidas) em pouquíssimo tempo.

Tudo isso tem o poder de motivar você a continuar no caminho do equilíbrio, mesmo que depois decida consumir esses alimentos esporadicamente.

Não só nos primeiros 7 dias, mas para toda vida.
Sem passar fome, sem perder tempo com receitas mirabolantes e com muito sabor. invs

LEIA MAIS: Lista dos alimentos mais saudáveis e seus benefícios para saúde

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