google.com, pub-3508892868701331, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Rio de Saúde: Tenha confiança, perder a confiança não tem mais que perder

domingo, 11 de setembro de 2016

Tenha confiança, perder a confiança não tem mais que perder

Mais do que confiar nos outros é primordial confiar em si mesmo, a autoconfiança é fundamental para o sucesso pessoal e profissional.

A confiança em si mesmo é uma qualidade escassa, desde que o ser humano percebeu que precisa se sentir pertencente ao grupo em que está inserido. Em função do grupo, a maioria tem força esmagadora, mas nem sempre significa que tem razão. É preciso ter um bom filtro para analisar os fatos e constatar por si o que fazer e qual caminho seguir. É que cada um é responsável pelas próprias decisões, por mais que seja influenciado pelos outros. Por essa razão, a voz do povo nem sempre é a voz de Deus.


Via de regra, o ser humano é bem intencionado, porém, nem sempre está atento para todos os ângulos de um problema. Por isso mesmo, costuma induzir o outro ao erro. Em muitas situações, as pessoas não analisam bem os fatos e saem tirando conclusões precipitadas e errôneas. Elas geralmente costumam afirmar que amam o amigo em um momento, mas na primeira suspeita sobre a índole do mesmo acabam renegando-o. 

O mais comum no comportamento humano é esquecer uma das nossas características fundamentais, a dualidade. Isso não tem nada a ver com falta de personalidade ou hipocrisia. É que o bem e o mal vivem dentro da gente, mas como desejamos profundamente mostrar só o lado bom, não aprendemos a conviver pacificamente com o lado mau.

E quando digo pacificamente, não quero dizer que precisamos acoitar todas as nossas más ações. Não é isso. Porém, o processo de educação íntima para o progresso requer generosidade para com os nossos erros, afim de que tenhamos condições de admiti-los, para só então poder corrigir, um a um. O trabalho é longo e árduo, mas vale a pena.

Se formos parar para analisar bem, a raiz de todo o mal entendido é a forma como se conhece alguém. O fazer amigo é um processo onde tudo é muito lindo, legal, agradável até o primeiro problema. Daí, um agrada o outro no começo e vira a cara após a primeira derrapagem de uma das partes. Neste ponto, vamos encontrar o problema da não aceitação do erro. Errar é humano e faz parte da nossa essência, senão seríamos de outra coisa, anjos, talvez. E a confiança que era totalmente devotada, se esvai.

A confiança em si vai amadurecendo a ponto do sujeito criar condições íntimas para realizar seus sonhos.

Perda da confiança em si

Também pudera. Mamãe, papai e todos os envolvidos na formação da criança repreendem veementemente todos os maus atos do pequeno. Claro que o correto é corrigir mesmo as atitudes que possam leva-lo a desenvolver más tendências, mas a forma como o processo se dá é que vem a ser o grande dilema. Porém, este fato acaba sendo um gerador de total confiança em padrões de comportamentos adotados pela maioria. E esta é apenas maioria, não a totalidade.

É muito raro, mas existem tutores que ensinam a criança a se defender, ao invés de revidar um tapa ou agressão de um coleguinha, por exemplo. Também é muito comum e até mesmo mais simples, rotular a criança de feia, boba, colocando-a numa posição de inferioridade, no caso da mesma não agir de acordo com o que foi determinado pelos mais velhos. Nessa brincadeira, acabamos por criar uma dependência da aprovação de todos, com sérios prejuízos à autoestima e autonomia do indivíduo em formação. Pior ainda é o fato de que neste ponto, o indivíduo perde a confiança em si mesmo, por conta das pressões externas.

E daí surgem as massas compostas pelo pensamento comum que gera também palavras e ações uniformizadas. Concordo que a voz da maioria tem uma força imensa, mas fazer dela, o único argumento para basear os próprios atos é uma escolha perigosa. Digo isso, pelo fato de que é raro a gente observar os grandes grupos pararem para analisar as situações. É muito mais simples vender o peixe pelo preço que se pagou nele, mesmo que o tempo tenha passado e o mesmo já esteja em estado de putrefação. E assim, surgem as intrigas, traições, ações impensadas, tudo porque o sujeito ouviu falar que era assim de todo mundo.

Essa falta de feeling de parar para ouvir a voz do coração e da própria consciência gera muitos mal entendidos e finaliza muitos relacionamentos promissores. É preciso começar a abandonar o hábito de pensar pela cabeça dos outros e ser autêntico, mesmo que se erre por isso. Costumo dizer que quando agimos pela própria cabeça e erramos, estamos sujeitos a aprender, por constatar uma forma de entender as situações erradas. Se pelo contrário, se agirmos somente com confiança nos outros e teleguiados por modismos e outras pessoas que costumam tentar nos influenciar, no caso de errarmos, não nos perdoaremos.

Deixo abaixo a fábula do Lenhador e da raposa como exemplo de um comportamento que ignorou a confiança que tinha em um amigo para ouvir a opinião da maioria.


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