Por que viaja alucinadamente e não posso acompanhá-lo?
Como detê-lo, convencê-lo a ficar?
Onde encontrá-lo, em que lugar há de parar?
Viajante incessante, não traz no rosto gosto ou desgosto.
Como detê-lo, convencê-lo a ficar?
Onde encontrá-lo, em que lugar há de parar?
Viajante incessante, não traz no rosto gosto ou desgosto.
Apenas demonstra a pressa de passar.
Passa às vezes rápido, às vezes lento.
Dependendo de quem e como o encontrar.
Em algum momento cessa, não demonstra pressa.
Mas isso poucos puderam presenciar.
Une a infância à velhice, num leve suspirar.
Liga o ontem ao amanhã, num simples despertar.
Quem é esse que passa e insiste em não voltar?
Será que se eu compreender sua essência o convenço a ficar?
Não, não se pode reter o vento ou congelar o amigo tempo.
A sabedoria consiste na alegria de acompanhá-lo.
Vamos, amigo tempo, me ensine os segredos que guardou.
Mostre-me o que vivi e viverei,
Se, com a coragem de viajar, sair deste lugar.
Vamos, amigo tempo, me ensine a não mais perdê-lo e para sempre o acompanhar.
Escrevi este texto para um de meus livros, porque considero este um dos temas mais importantes para o ser humano: o tempo. Muitas pessoas reclamam da falta de tempo em suas vidas. O problema não é o tempo. Somos nós. Excesso de tempo medido para pouco tempo efetivamente vivido! O tempo não é o mover dos ponteiros do relógio, mas sim como nós percebemos, sentimos e vivemos este intervalo.
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