google.com, pub-3508892868701331, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Rio de Saúde: Raça humana moderna: temos o peso de ser belos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Raça humana moderna: temos o peso de ser belos

Publicado na Revista Afro B no.4, Museu Afro Brasil, Junho de 2011. p. 55(DIWAN, Pietra Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo. Ed. Contexto São Paulo, 2007. 150 páginas).
Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo.


No mundo moderno temos o dever de ser belos, magros, ter cabelos lisos e parecer 'naturais' diante do espelho, de nós mesmos, diante dos outros. E, para conquistar mais saúde, juventude e beleza, os caminhos científicos e industriais não cessam de se multiplicar. 


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O Brasil atualmente é o segundo país no mundo em número de cirurgias plásticas, só perde para os Estados Unidos. Homens e mulheres em busca da perfeição corporal são cortados, costurados, espetados por agulhas, queimados por raios laser, besuntados e massageados com cremes. No entanto, essa busca por se construir o 'super-homem' e perseguir uma suposta perfeição já levou diversas nações a atitudes extremadas. 

Assim, evoluir a cada geração, se superar, ser saudável, ser belo, ser forte. A democratização da beleza, para alguns; ou a vulgarização dos corpos, para outros; todas essas afirmativas estão contidas na concepção de eugenia. Com status de disciplina científica, a eugenia pretendeu implantar um método de seleção humana baseado em premissas biológicas. E isso através da ciência que sempre se dizia neutra e analítica. 

Em 'Raça pura - uma história da eugenia no Brasil e no mundo', Pietra Diwan - experiente historiadora e pesquisadora do tema - abre a 'caixa preta' da eugenia e desata os nós da rede de relações que compõe a empreitada, seus adeptos, incentivadores e financiadores. Como um país tão miscigenado pôde investir na eugenia, uma idéia que paradoxalmente vai de encontro com a formação racial do Brasil? Quão eugenista é a nossa história? Com narrativa leve e envolvente, a autora mostra como o eugenismo constitui (e é constituído) de uma história que envolveu disputas entre médicos e políticos, entre profissionais de saúde, e entre estes e a Igreja, o Estado e a indústria.

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Exército de super-homens modificados geneticamente? Seres mutantes a serviço do mal? Manipulação e confecção genética de bebês por seleção embrionária? Uma maneira perigosa de brincar de ser deus? Neste livro, Pietra Diwan explicita criticamente alguns motivos pelos quais a eugenia se tornou um dos maiores tabus do séc. XX. 

O livro pretende passar em revista a história da eugenia, mas faz mais que isso: a autora desamarra os laços de poder e as alianças escusas entre a ciência e os donos do poder na geração das “políticas do preconceito”, e aponta para as ameaças da ilusão a-histórica da eugenia, enquanto um desejo de depuração higienizadora para o “melhoramento da raça humana”. Os ideais de superioridade e pureza remetem à antiguidade e poucas vezes se viram afastados da “microfísica do poder”. Diwan mostra que, para além da política e da religião, a eugenia, vista como um “símbolo máximo da evolução humana” (ideia desenvolvida no II Congresso Internacional de Eugenia - 1921) tentou se impor enquanto uma disciplina científica e imparcial, baseada no método de seleção humana, de onde tirou suas premissas biológicas. 

Contudo, essa mesma ciência que se pretendeu “neutra” foi na verdade subvencionada e conveio ao desejo político de controle social. Ora, saberes ditos científicos não deveriam existir a serviço de uma classe, ser monopolizado, estimular aspirações políticas, econômicas ou ser utilizado para a dominação de um ser humano sobre outro.

E, no entanto, os modelos de eugenia propostos na história sempre flertaram com todo esse “parcialismo” científico. O exemplo brasileiro se encontra contemplado no eugenista e “médico do espetáculo” Renato Kehl. A autora traz ao nosso tempo também as preocupações que estão no pano de fundo dos interesses eugênicos. A modificação do corpo através das cirurgias plásticas visando o ideal inatingível da beleza e do corpo “perfeito” seria um dos galhos dessa “ciência do aprimoramento” e da higiene. 

Nada mais atual que a deturpação neurótica do “belo” e a busca de perfeição que relega ao ostracismo ou mesmo ao extermínio o corpo “imperfeito”, que é desumanizado e tratado como uma doença. E as frases de senso comum, afirma a autora: “sou pobre, mas sou limpinho!”; “Esse é um negro de alma branca!”, “a homossexualidade é um problema genético”, etc. também seriam assertivas tupiniquins de cunho eugenista.




           

Comentário
Pior que tudo isso em minha opinião, é as mulheres que vende seu próprio corpo, antigamente elas erram quase obrigadas para sua sobrevivencia, mas hoje em dia vender o corpo para os  porcos mostros, é mulheres que não evoluíram como humana.

E ainda existe pior vêm esses homens inseguro com sua sexualidade e quer ser pedófolo para dominar as criança, porque não tem domínio próprio. É um rato covarde.

Esse tipo de pessoa não deveria de existir elas são tão malditas que consegue tirar a essência pura da vida, de algumas pessoas.

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